quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

PM MUDA ATUAÇÃO NO CARNAVAL E FARÁ POLICIAMENTO 'NA RETAGUARDA'


    A imagem típica de Carnaval dos foliões abrindo espaço para a passagem dos policiais militares deve ser menos vista nesta edição da folia momesca. Isso porque há uma recomendação do comando da Polícia Militar para que os agentes trabalhem na retaguarda, ou seja, com um foco na observação e na análise dos foliões de fora da multidão. 
    A mudança é um pedido da Associação Baiana dos Trios Elétricos Independentes (ABTI) e de artistas famosos, como Bell Marques, Leo Santana e BaianaSystem. A novidade foi anunciada durante coletiva de imprensa sobre planejamento da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) para a folia - a Operação Canaval 2020 - realizada nesta segunda-feira (17), no auditório do Hotel Fiesta.
    O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo Brandão, explicou que a tropa pode entrar no meio da festa, mas deve fazer um trabalho de observação das pessoas que seguem os trios. 
    A decisão de evitar atrito também foi influenciada pela redução de espaço nas ruas, afirmou Brandão. “As ruas ficaram mais estreitas com as reformas que foram feitas na Avenida Sete e em Ondina tirando mais espaço do folião na rua”, disse.
    Em Salvador, 13 mil policiais militares atuarão nos três circuitos oficiais - Dodô (Barra/Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho) - além do Carnaval nos bairros. No total, a SSP terá 70 postos na capital e investe cerca de R$ 45,5 milhões na estrutura de segurança da festa.
    O governador Rui Costa ressaltou que os policiais acabavam causando “intranquilidade” ao reagir às danças e movimentos mais energéticos dos foliões. “Com a multidão brincando, o PM vê excesso na brincadeira. Se o pelotão entra, ele vai usar energia igual ou superior aos foliões que estão brincando. Isso acaba trazendo a mesma intranquilidade que os foliões estão trazendo ou até mais”, disse. 
    Rui ainda pontuou que com a observação distante, a possibilidade de alguém se machucar em alguma ocorrência com a polícia deve diminuir.
    A retirada das cordas de parte dos trios auxilia na manutenção da segurança durante a folia. Segundo o governador, a maior parte dos conflitos ocorriam com o contato com as cordas devido a pressão que os cordeiros criam para manter o espaço dos blocos.
FONTE: CORREIO24HORAS

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