sexta-feira, 8 de maio de 2020

POR APOIO NO CONGRESSO, BOLSONARO ABRE TORNEIRA DE CARGOS AO CENTRÃO

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) - Marcos Corrêa/PR

    Na esteira de 30 pedidos de impeachment "em análise" na Câmara, abertura de inquérito pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e corrida por apoio a CPIs (Comissão Parlamentar de Inquérito), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) abriu a torneira de cargos ao centrão.

    Somente entre ontem (6) e hoje (7), pelo menos três posições relevantes dentro da estrutura governamental foram entregues a pessoas ligadas ao grupo. Mais tratativas estão em andamento.

    Segundo parlamentares ouvidos pelo UOL, a expectativa é que dezenas de nomeações políticas se intensifiquem nos próximos dias, principalmente em setores com orçamentos polpudos e maleáveis.

     Na mira do centrão estão diretorias de bancos públicos e de estatais, secretarias de ministérios, fundações e outras estruturas estratégicas.

      Devem ocorrer mudanças, por exemplo, no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Banco do Nordeste, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e na Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

      O centrão é um bloco informal de partidos sem orientação ideológica, que tem se juntado de maneira mais ou menos unificada para melhor negociar espaço com os governos. Bolsonaro quer atraí-lo para compor sua base parlamentar — o que nunca conseguiu em quase um ano e meio de mandato.

      Legendas como Republicanos, PL, PP (Progressistas), PSD, Solidariedade, PTB, Pros e Avante estreitaram as conversas com o Planalto. Juntas com parlamentares de outros partidos de centro-direita à centro-esquerda, agregam cerca de 220 dos 513 deputados federais.

      MDB e DEM também estão na mira, embora já tenham cargos importantes no governo, como ministérios e lideranças no Congresso Nacional. Como seus líderes têm demonstrado mais resistência em assumir a participação no governo, o Planalto planeja atrair individualmente seus deputados, rachando as duas bancadas.

FONTE: UOL

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